11 Comidas Brasileiras que Sinto Falta – Relatos de um Meio-Gringo

Entre idas e vindas, morei a maior parte da minha vida no Brasil (Recife,PE). Mas já estou morando fora há praticamente 8 anos. A maior parte do tempo passei nos Estados Unidos (Atlanta-GA, Los Angeles-CA, Austin-TX e Denver-CO). E agora estou morando no México há quase dois meses. É como sempre dizem: “você sai do Brasil, mas o Brasil não sai de você”. E é bem isso. Vou listar aqui as 11 comidas que eu mais sinto falta do meu país.

* esclarecendo o meio-gringo, sou filho de pai americano com mãe brasileira

1 – Coxinha

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Essa iguaria da culinária brasileira não tem igual. Tô salivando só de pensar hehehehe #gordomodeOn

2 – Incrível variedade de frutas

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Maracujá, Acerola, Pinha, Sapoti, Cajá, Carambola, Graviola, Tamarindo. E não pára por aí. Nos Estados Unidos é bem difícil encontrar sucos naturais. E quando você encontra, a variedade é pequena. Normalmente é laranja ou limão. E industrializados, oferecem de cranberry, uva e abacaxi. No México, encontrei no máximo refrescos de Tamarindo =P

3 – Bolo de Rolo

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Não, o nome disso não é rocambole. E é sensacional, uma das marcas registradas de Pernambuco. #gordoFeelings

4 – Açaí

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Um mix de super-frutas com Açaí que sempre compro. Recomendo tudo da Bolthouse Farms

Apesar de encontrá-lo com uma certa facilidade no exterior hoje em dia, ainda é um pouco caro e não tem o mesmo sabor. E nada melhor do que tomar um Açaí na praia com os amigos numa sexta de noite no Point do Ácaí na praia de Boa Viagem =]

5 – Pitomba

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Só mesmo no Farmers Market da Buford Highway em Atlanta pra encontrar essa maravilha

Conhecida como “chiclete de pobre”, a Pitomba é uma das 7 maravilhas do mundo =D

6 – Jaca

Encontrei até jaca enlatada algumas vezes, mas a fruta fresca, só uma vez no Whole Foods de Austin. Maravilha! Só não pude levar porque eu voltei de ônibus pro hotel. E seria um pouco estranho encontrar algum colega de trabalho no caminho, enquanto você está com uma deliciosa Jaca debaixo do braço =D

7 – Queijo de Coalho

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De preferência assado e com um pouco de orégano, por favor.

8 – Macaxeira e Carne de Sol (claro que com Feijão Verde e Farofa pra acompanhar)

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Essa dupla é uma maravilha. Já encontrei macaxeira fresca em New Jersey e congelada em alguns outros lugares. Carne de Sol ainda não. Talvez um dia eu crie coragem pra fazer carne de sol em casa.

9 – Cuscuz

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Cuscuz é até fácil de encontrar, a bronca é a cuscuzeira! Mas já está na lista de compras para próxima viagem pro Brasil. Afinal, viver sem cuscuz é complicado.

10 – Tapioca

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Já é difícil achar a macaxeira/mandioca. Quanto mais a goma pra fazer essa delícia. Ah, e também não é fácil encontrar o queijo de coalho para o recheio. Snif, snif…

11 – Feijoada

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Esse prato tradicional da gastronomia brasileira não poderia faltar nessa lista. Já comi muito feijão preto nos Estados Unidos, mas normalmente é servido frio e sem muito tempero. E o pior: sem caldo. Prejudica o cidadão. No México, já comi parecido, mas também um pouco sem gosto.

#Bônus (por Vanessa Melo)

12 – Queijo do Reino

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Para a nossa ceia de natal no México, procuramos bastante por esse queijo em importadoras e lojas brasileiras, mas infelizmente não o achamos. Nos Estados Unidos também não tive sucesso. Esse queijo faz uma falta…

13 – Brigadeiro

Brigadeiro de Panela

Deliciousssss 😍😍😍 . Eu trocaria uma ida as compras com cartão ilimitado por uma panela de brigadeiro fácil, fácil kkkkk Brinks. Mas eu realmente adoro esse doce brasileiro, e eu gosto tanto que aqui no México movi céus e terra para conseguir fazê-lo da mesma maneira que fazia no Brasil. Confira aqui como fazer brigadeiro no México ou em qualquer lugar do mundo.

E você que também mora no exterior, do que mais sente falta? Comente aqui quais são os pratos que você mais tem saudade.

Por Rodrigo Mulkey

 

Palavras do Noivo 2: E esse papo de casamento?

Um colega de trabalho me perguntou por esses dias: – Rodrigo, depois de quanto tempo de namoro vocês começaram a falar de casamento?

Conheci casais que namoraram por anos até tocarem no assunto pela primeira vez (alguns até acabaram antes que houvesse menção no assunto). Alguns casais só falam disso quando a relação torna-se mais “séria”. É natural que os relacionamentos sejam voltados para essa finalidade

Conosco, o casamento foi um assunto que surgiu muita naturalidade. Quando você encontra alguém, você simplesmente sabe. Agora vou entrar um pouquinho na nossa história.

Eu e Vanessa tivemos o que chamamos de um pré-namoro de uns 2 meses, que passamos nos conhecendo. Não foi premeditado nem programado. Simplesmente aconteceu, bem despretensioso. Nos conhecemos em 2004, mas nem nos falávamos. Éramos amigos no Orkut. Depois nos adicionamos no Facebook. E por conta de uma lesão no meu tendão, uma certa estudante de enfermagem puxou assunto comigo. Naturalmente descobrimos muita afinidade. Somos torcedores do Náutico (sim, isso é assunto pra outro capítulo), gostamos muito de filmes, de Teatro Mágico e de Nutella (piada interna para a noiva =]).

A medida que fomos nos conhecendo melhor, naturalmente surgia mais vontade de estarmos juntos. A amizade que criamos foi fundamental e até hoje é um dos pilares do relacionamento. Passamos a nos falar dia sim, dia não. As eventuais conversas de 15-20 minutos evoluíram para conversas diárias de 1-2 horas.

De conversas ao telefone, começava a surgir uma tal vontade de estar junto. Até quando Vanessa foi tirar o VEM no centro da cidade, eu fiz isso de pretexto para estar com ela. Eu manco e me recuperando de cirurgia, mas fazia de tudo para acompanhá-la. Um lanche no Subway e boas conversas.

De conhecidos, passamos para a amigos e depois para melhores amigos. E o namoro veio pouco tempo depois. E com 1 mês de namoro, eu já comecei a pensar em casamento. Claro que naquela época eu pensava em casar alguns anos pra frente. Era 2013 e eu pensava em casar lá pra 2016. Mas um certo dia, com algumas semanas de namoro, ela tocou no assunto.

Tomei um susto.

Mas não porque achava isso algo precipitado ou absurdo. Tomei o susto porque descobri que ela pensava do mesmo jeito que eu. Colocamos isso como foco naquele dia, mesmo sendo cedo. Ali eu já estava orando pelo nosso casamento. Lembro como se fosse hoje. Pouco tempo depois, pensamos em uma data. Ela sugeriu setembro de 2015. E eu adorei a idéia! Seria em mais de 2 anos. Mas eu já comecei a imaginar tudo, principalmente dos números e do lado financeiro. Fiz uma projeção do quanto iria receber, do quanto poderíamos economizar por mês. Ela também fez. Fui pro prédio dela bem tarde e ficamos conversando na área da piscina fazendo projeções financeiras para os 2 anos seguintes =D

Mas eis que tudo muda.

Long story short: recebi uma proposta de trabalho no exterior. E agora? E os planos? Oramos, conversamos bastante. Me aconselhei com a minha sogra. Decidimos que eu deveria ir, que seria bom pro nosso futuro. E sim, as decisões eram sempre nossas. Decidimos que decidiríamos todas as decisões juntos 😛

Depois de morar brevemente em Miami e NY, parei em Atlanta. Acabou que antecipamos a data do casamento 3 vezes, até fecharmos em 29/11 de 2014 e por conta disso, sabíamos que iríamos namorar 11 meses a distância. Mas topamos o desafio. Como eu disse lá em cima, nós simplesmente sabíamos.

Encarar o sacrifício da distância, tempo (e até fuso horário) não foi difícil. É claro que isso é minimizar o que passamos, mas a vontade de estar juntos sempre foi o catalisador. Saber que a espera tinha prazo de validade para acabar é um conforto, pois sempre nos encheu de esperança a perspectiva do início da nossa vida a dois.

E agora que faltam apenas 17 dias, olhamos para trás e observamos o quanto Deus nos ajudou. Tomamos um passo de fé, pois não tínhamos recursos e eram apenas 10 meses para planejar todo um casamento. Foi na raça! E é essa a dica que eu sempre dou: se você for esperar até ter todas as condições perfeitas para casar, você não vai casar nunca.