Processo Fiancé – Visto K-1

Olá pessoal,

Ainda não tinha explicado muito bem o motivo pelo qual eu e Rodrigo mantemos um relacionamento a distância. E como TODA sexta feira me bate uma “depressão”, resolvi compartilhar esse processo com vocês.

Então vamos lá, vou tentar ser o mais objetiva possível…

Nos conhecemos no Brasil e começamos a namorar no Brasil, com mais ou menos 7 meses de namoro Rodrigo voltou a morar nos EUA – Mas não se desesperem (rsrsrsrsrs 🙂 ), foi tudo acordado entre nós e nossas famílias – e tínhamos tudo planejado, íamos dar entrada no meu visto k-1 e o mesmo sairia a tempo do nosso casamento, e mudaríamos de vez para os EUA.

E assim aconteceu, Rodrigo deu entrada no meu visto, marcamos a data do casamento e ficamos esperando… Daí os processos de vistos em geral não estavam funcionando como de costume, houve uma “paralisação” de mais ou menos 3 meses, e meu visto só veio ser aprovado no final de agosto (e nosso casamento chegando… 29 de novembro de 2014) e fizemos tudo que precisava ser feito e continuamos na espera…

Acontece que casamos, tivemos nossa lua de mel e o visto não chegou, Rodrigo precisou voltar para os EUA e eu fiquei no Brasil à espera do “danado” do Visto. E teve mais uma “paralisação” nos processos de vistos em geral (é o que alegam)… Em nenhum momento tivemos problemas com o visto, a não ser essas “paralisações”, provamos tudo que podíamos provar e até mais do que precisava.

E é isso, estamos na espera do meu visto k-1 desde então. E assim que o visto chegar em minhas mãos conto aqui pra vocês.

Nós cremos em Deus e acreditamos que nada é por acaso, e estamos vivendo cada dia sua luta. NÃO É FÁCIL, claro que não. Mas também não temos muito o que fazer a não ser esperar. Logo, logo estaremos vivendo debaixo do mesmo teto. ❤ ❤ ❤

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Um beijo,

por Vanessa Melo

 

Namoro, noivado e casamento à distância.

Olá pessoal,

Antes de tudo quero deixar bem claro que o que eu escrevi aqui, é a minha experiência com o Rodrigo. Até porque cada relacionamento é único, por mais que as pessoas digam que todo homem é igual e toda mulher é idêntica, não é bem assim.

Então, vamos lá…

Estamos nesse passinho (à distância) há exatamente 1 ano e 3 meses 😮 😮 😮 😮 . Começamos a namorar em 2013 passamos 7 meses namorando presencialmente e ele precisou morar em outro país, e hoje estamos casados há 3 meses e 10 dias. Aconteceu muito rápido, decidimos que ia ser melhor para toda nação, e ele foi. rsrsrsrsrs

-E aí, Vanessa, Qual a receita pra fazer dar certo? Amor. (1 coríntios 13)

-Sim, Vanessa, mas eu não tenho certeza que o que eu sinto é aquele tal de amor verdadeiro, o Ágape.

-As situações vão lhe dizer/provar isso. E se você já tem certeza, melhor ainda. Cai de cabeça, rsrsrsrs.

Desde do primeiro dia separados (pela distância) compartilhamos tudo por mensagens e fazemos isso até hoje, foi o jeito que encontramos para ficar perto e poder compartilhar qualquer coisa (sem exceção). Dessa forma nós criamos um laço muito forte e uma sincronicidade sem igual. Passamos por maus bocados, mais passamos por isso juntos, é imprescindível. Já éramos amigos e agora muito mais. Claro que sentimos muito a falta do contato físico, mas eu costumo dizer: “Não podemos ficar alimentando coisas ruins, então bola pra frente”. Tivemos dias fracos muito fracos, mas eles passam e isso é o que vale. E nós fomos vivendo cada dia a sua luta e mirando o que vinha de melhor pela frente, O NOSSO CASAMENTO. Então focamos nisso e seguimos firmes, fortes e felizes.

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Relacionamento nenhum é fácil, seja ele à distância ou morando porta com porta. Sempre conversamos sobre TUDO, inclusive as inseguranças, medos, desespero, falta de fé e etc… Gente, sentir tudo isso (de ruim) é normal (nenhum ser humano é 100% forte, seguro blá blá blá, NINGUÉM) e no nosso caso mais normal ainda, pois não temos data marcada para a distância acabar e agora que estamos casados todos esses sentimentos triplicaram (estamos no processo do visto k-1 #k1visa #fiancevisa #k1 #90dayfiance) e nós conversamos sobre isso também, pois quando se conversa o outro passa a saber o que está acontecendo, o que está te deixando maluca e te ajuda a ficar forte, a ver o lado positivo da situação, sabe aquela coisa que quando um está fraco o outro está forte, pronto isso acontece e nos ajudamos nisso também.

É IMPORTANTE CONVERSAR SOBRE TUDO, SEJA SINCERO COM SEU PARCEIRO (a).

Eu sempre trabalhei muito (e ele também) e o ano de 2014 muito mais, a nossa comunicação era diária, mas as vezes eu viajava para lugares no interior no Estado onde dificultava a nossa comunicação por falta de rede, esse tipo de coisa… Sabe o que eu fazia? Pedia pra usar o telefone da recepção do Hotel, daí eu dava o número a Rodrigo e ele ligava, falávamos por alguns minutos e aquilo já nos bastava, sempre gostamos de ouvir a voz do outro 1 vez por dia. Os dias de compras sempre compartilhamos e escolhemos juntos, nem tudo vai, mas a maioria das coisas. Nas datas comemorativas ligávamos no facetime e ficávamos juntos. Ah, outra coisa também… Sempre mandamos fotos de tudo, isso nos ajuda a compartilhar o momento que estamos (enquanto escrevia isso, ele me mandou uma foto da reunião que ele está rsrsrsrsrs) E fomos criando o nosso ritual durante todo esse tempo, deu certo e está dando certo.

Pra terminar quero dizer: NÃO SEJA EGOÍSTA e NÃO acabe um relacionamento sem antes tentar (não peça para a pessoa escolher, tente unir, os dois vão crescer juntos). E se você estiver em um relacionamento a distância, ajuste-o a maneira que faz vocês felizes, aprendam juntos. Ninguém nos disse o que fazer, a gente foi lá e tentou do nosso jeito, com os nossos ajustes. Não quero desmerecer as pessoas que ensinam como ter um relacionamento à distância, mas você precisa entender que cada situação tem a sua particularidade. Nunca tinha lido sobre isso antes de escrever esse post, mas hoje tive vontade de escrever sobre esse assunto e fui pesquisar o que as pessoas falam por aí. E tirei uma conclusão das pesquisas, eles dão fórmulas de como fazer funcionar, achei isso tão mecânico. Enfim, acredito que a vontade de ser feliz com a pessoa que você escolheu, faz com que vocês descubram como suportar/sobreviver a distância naturalmente.

Espero que tenham gostado de lê um pouco mais sobre nós e nossa vida à distância.

Não é impossível e nem é um bicho de 7 cabeças.

É um relacionamento como outro qualquer, só que as pessoas não se encontram nos fins de semana, nem vão a festas juntos e entre outros rsrsrsrsrs… Mas ponha na cabeça que o melhor está por vir e está próximo. Aproveita pra conhecer a pessoa, pra conhecer as histórias do passado dessa pessoa e pra ser feliz pelo facetime.

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Um beijo,

Melo.

 

Palavras do Noivo 2: E esse papo de casamento?

Um colega de trabalho me perguntou por esses dias: – Rodrigo, depois de quanto tempo de namoro vocês começaram a falar de casamento?

Conheci casais que namoraram por anos até tocarem no assunto pela primeira vez (alguns até acabaram antes que houvesse menção no assunto). Alguns casais só falam disso quando a relação torna-se mais “séria”. É natural que os relacionamentos sejam voltados para essa finalidade

Conosco, o casamento foi um assunto que surgiu muita naturalidade. Quando você encontra alguém, você simplesmente sabe. Agora vou entrar um pouquinho na nossa história.

Eu e Vanessa tivemos o que chamamos de um pré-namoro de uns 2 meses, que passamos nos conhecendo. Não foi premeditado nem programado. Simplesmente aconteceu, bem despretensioso. Nos conhecemos em 2004, mas nem nos falávamos. Éramos amigos no Orkut. Depois nos adicionamos no Facebook. E por conta de uma lesão no meu tendão, uma certa estudante de enfermagem puxou assunto comigo. Naturalmente descobrimos muita afinidade. Somos torcedores do Náutico (sim, isso é assunto pra outro capítulo), gostamos muito de filmes, de Teatro Mágico e de Nutella (piada interna para a noiva =]).

A medida que fomos nos conhecendo melhor, naturalmente surgia mais vontade de estarmos juntos. A amizade que criamos foi fundamental e até hoje é um dos pilares do relacionamento. Passamos a nos falar dia sim, dia não. As eventuais conversas de 15-20 minutos evoluíram para conversas diárias de 1-2 horas.

De conversas ao telefone, começava a surgir uma tal vontade de estar junto. Até quando Vanessa foi tirar o VEM no centro da cidade, eu fiz isso de pretexto para estar com ela. Eu manco e me recuperando de cirurgia, mas fazia de tudo para acompanhá-la. Um lanche no Subway e boas conversas.

De conhecidos, passamos para a amigos e depois para melhores amigos. E o namoro veio pouco tempo depois. E com 1 mês de namoro, eu já comecei a pensar em casamento. Claro que naquela época eu pensava em casar alguns anos pra frente. Era 2013 e eu pensava em casar lá pra 2016. Mas um certo dia, com algumas semanas de namoro, ela tocou no assunto.

Tomei um susto.

Mas não porque achava isso algo precipitado ou absurdo. Tomei o susto porque descobri que ela pensava do mesmo jeito que eu. Colocamos isso como foco naquele dia, mesmo sendo cedo. Ali eu já estava orando pelo nosso casamento. Lembro como se fosse hoje. Pouco tempo depois, pensamos em uma data. Ela sugeriu setembro de 2015. E eu adorei a idéia! Seria em mais de 2 anos. Mas eu já comecei a imaginar tudo, principalmente dos números e do lado financeiro. Fiz uma projeção do quanto iria receber, do quanto poderíamos economizar por mês. Ela também fez. Fui pro prédio dela bem tarde e ficamos conversando na área da piscina fazendo projeções financeiras para os 2 anos seguintes =D

Mas eis que tudo muda.

Long story short: recebi uma proposta de trabalho no exterior. E agora? E os planos? Oramos, conversamos bastante. Me aconselhei com a minha sogra. Decidimos que eu deveria ir, que seria bom pro nosso futuro. E sim, as decisões eram sempre nossas. Decidimos que decidiríamos todas as decisões juntos 😛

Depois de morar brevemente em Miami e NY, parei em Atlanta. Acabou que antecipamos a data do casamento 3 vezes, até fecharmos em 29/11 de 2014 e por conta disso, sabíamos que iríamos namorar 11 meses a distância. Mas topamos o desafio. Como eu disse lá em cima, nós simplesmente sabíamos.

Encarar o sacrifício da distância, tempo (e até fuso horário) não foi difícil. É claro que isso é minimizar o que passamos, mas a vontade de estar juntos sempre foi o catalisador. Saber que a espera tinha prazo de validade para acabar é um conforto, pois sempre nos encheu de esperança a perspectiva do início da nossa vida a dois.

E agora que faltam apenas 17 dias, olhamos para trás e observamos o quanto Deus nos ajudou. Tomamos um passo de fé, pois não tínhamos recursos e eram apenas 10 meses para planejar todo um casamento. Foi na raça! E é essa a dica que eu sempre dou: se você for esperar até ter todas as condições perfeitas para casar, você não vai casar nunca.